Real de prata de D. João VI
Moeda de prata cunhada durante o período joanino, quando a Corte portuguesa esteve estabelecida no Rio de Janeiro.
| Emissor | Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves |
|---|---|
| País atual | Brasil |
| Região | Brasil joanino |
| Período | 1818–1822 (período joanino) |
| Material | Prata |
| Valor nominal histórico | 960 réis |
Contexto histórico
Em 1808, fugindo do avanço das tropas napoleônicas sobre Portugal, a família real portuguesa, liderada pelo então príncipe regente D. João, futuro D. João VI, transferiu-se para o Brasil, estabelecendo a sede da monarquia no Rio de Janeiro. Esse episódio, conhecido como período joanino, trouxe mudanças profundas à vida econômica e administrativa da colônia, incluindo reformas no sistema monetário.
Em 1815, o Brasil deixou formalmente a condição de colônia e passou a integrar o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, uma elevação política que também se refletiu na cunhagem de moedas, incluindo peças de prata de maior valor, como o real de 960 réis associado a esse período.
Essas moedas atendiam à necessidade de sustentar uma economia que crescia em complexidade, com a chegada da Corte, a abertura dos portos ao comércio internacional e o desenvolvimento de atividades comerciais e administrativas no Rio de Janeiro, agora funcionando como centro político do império luso-brasileiro.
O período joanino terminou com o retorno de D. João VI a Portugal em 1821 e, logo depois, com a independência do Brasil em 1822, proclamada por seu filho, D. Pedro I. Por isso, moedas desse breve e intenso período são vistas como testemunhas materiais de uma fase de transição entre o Brasil colônia e o Brasil independente.
Inscrições e iconografia
Anverso: busto de perfil de D. João VI, com legenda latina indicando seus títulos. Reverso: escudo coroado com as armas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e indicação do valor de 960 réis.
Fontes
- Casa da Moeda do Brasil
- Museu de Valores do Banco Central do Brasil



