Moeda extinta de 1 centavo do Real brasileiro
A moeda de 1 centavo do Real brasileiro circulou de 1994 a 2005, quando foi retirada de circulação por seu baixo poder de compra em relação ao custo de fabricação.
| Emissor | República Federativa do Brasil |
|---|---|
| País atual | Brasil |
| Região | Brasil contemporâneo |
| Período | 1994–2005 (retirada de circulação) |
| Material | Aço revestido de cobre |
| Valor nominal histórico | 1 centavo |
Contexto histórico
A moeda de 1 centavo foi uma das denominações criadas em 1994, junto com a implantação do Plano Real, que buscava estabilizar a economia brasileira depois de décadas de alta inflação. Como as outras moedas da nova família do Real, ela foi cunhada em aço revestido de cobre, material que se tornou padrão para as menores denominações brasileiras.
Com o passar dos anos, porém, o valor de compra de 1 centavo ficou cada vez menor, enquanto o custo de produção da moeda permanecia relativamente estável. Essa diferença entre o custo de fabricação e o valor nominal da peça levou o Banco Central do Brasil a retirar a moeda de circulação ativa a partir de 2005, recolhendo o estoque que ainda circulava e deixando de emitir novas peças para uso corrente.
Vale lembrar que a retirada de circulação não significa, necessariamente, que a moeda perdeu seu valor legal: tecnicamente, moedas desse tipo ainda podem ser aceitas em alguns contextos, mas na prática elas deixaram de ser usadas no dia a dia dos brasileiros há quase duas décadas.
Esse episódio costuma ser usado, em contextos educativos, para explicar um fenômeno comum na história monetária de vários países: moedas de valor muito baixo, afetadas pela inflação acumulada ao longo dos anos, podem custar mais para fabricar do que valem, o que leva à sua substituição por sistemas de arredondamento de preços ou à sua retirada formal de circulação.
Inscrições e iconografia
Anverso: efígie da República, representação simbólica usada nas moedas brasileiras do Plano Real. Reverso: o valor "1 CENTAVO", a data de cunhagem e o desenho de uma ave típica do Brasil, conforme o padrão adotado para as moedas dessa família.
Fontes
- Banco Central do Brasil – Museu de Valores
- Casa da Moeda do Brasil



