Lira do Reino da Itália
A lira foi a moeda do Reino da Itália, criada em 1861 com a unificação italiana e usada até o fim da monarquia, em 1946.
| Emissor | Reino da Itália |
|---|---|
| País atual | Itália |
| Região | Europa (Itália) |
| Período | 1861–1946 |
| Material | Prata / Níquel |
| Valor nominal histórico | 1 lira |
Contexto histórico
A lira italiana, como moeda de um Estado unificado, nasceu junto com o próprio Reino da Itália, proclamado em 1861 sob o rei Vítor Emanuel II. Antes disso, diferentes reinos e ducados da península italiana tinham suas próprias moedas; a lira do Reino da Sardenha, já usada por essa dinastia, serviu de base para a nova moeda nacional.
Pouco depois de sua criação, a lira passou a integrar a chamada União Monetária Latina, um acordo entre Itália, França, Bélgica e Suíça (e depois a Grécia) para padronizar o teor de metal precioso de suas moedas de prata e ouro, facilitando o comércio entre esses países.
Ao longo de suas décadas de uso no Reino da Itália, a lira foi cunhada em prata e níquel, com retratos dos reis italianos no anverso — Vítor Emanuel II, Humberto I e Vítor Emanuel III — e, no século XX, também passou a refletir a simbologia do período fascista, entre 1922 e 1943, quando emblemas do regime apareceram em algumas emissões.
O Reino da Itália chegou ao fim em 1946, quando um referendo popular aboliu a monarquia e proclamou a República Italiana. A lira continuou em uso, agora como moeda republicana, até ser substituída pelo euro no início dos anos 2000 — mas o período tratado aqui corresponde especificamente à fase da moeda sob o Reino da Itália.
Inscrições e iconografia
Anverso: retrato do rei italiano em exercício (Vítor Emanuel II, Humberto I ou Vítor Emanuel III, conforme a época), com seu nome. Reverso: indicação do valor em lira, a data e, em algumas emissões, símbolos nacionais ou, no período fascista, emblemas do regime.
Fontes
- Museu Numismático [genérico]
- Publicações acadêmicas de história e numismática



